8 de out de 2010

Peter Brian Medawar.

Brasileiro, ganhador do Nobel em 1960, em parceria com Frank Burnet, com suas pesquisas aplicadas na área de Medicina.

Prêmio Nobel.


De um ditado mineiro:

- “Quem não cuida de um não merece dois”.


 
Pesquisa feita por Ariane Rodrigues de Oliveira, aluna da 7ª série B,
da Escola Estadual Cardoso de Almeida (E.E.C.A.), Botucatu-SP.

Peter Brian Medawar
Ganhador do Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia de 1960




• Dados Biográficos
Peter Brian Medawar nasceu em 28 de fevereiro de 1915, na cidade de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro. Foi um cientista, zoólogo naturalizado britânico, que recebeu (com Sir Macfarlane Burnet) o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1960 pela descoberta que demonstrava o mecanismo de tolerância imunológica adquirida. Este trabalho proporcionou bases experimentais sobre a indução da tolerância imunológica, levando ao desenvolvimento de novas terapias para o transplante de órgãos. Medawar foi professor de zoologia na universidade de Birmingham (1947-1951) e Londres (1951-1962), diretor do National Institute for Medical Research, Londres (1962-1971), professor de medicina experimental no Royal Institution (1977 - 83), e presidente da Royal Postgraduate Medical School (1981-1987). Ele foi nomeado cavaleiro em 1965 e condecorado com a Ordem de Mérito em 1981. Foi escritor, no qual escreveu livros como: “A singularidade do indivíduo (1957), O Futuro do Homem (1960), A Arte do Solúvel (1967), A Esperança do Progresso (1972), Ciência da Vida (1977), da República de Plutão (1982), e sua autobiografia, Memórias de um rabanete Thinking (1986), entre outros.No dia 2 de outubro de  1987 faleceu em Londres, na Inglaterra.

• História
Um país e uma cidade que podem se vangloriar de terem sido o berço de um ganhador do Prêmio Nobel não devem desconhecer e nem esconder tal fato. Ao contrário, ambos têm de incluí-lo em seu currículo. Peter Brian Medawar, vencedor do  Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia em 1960, era brasileiro, nascido no Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, onde viveu até os 14 anos de idade ao lado de seus pais, que permaneceram na cidade por 40 anos, sempre morando na rua João Caetano, no bairro do Caxambu.
   Alguns Medawar deixaram o Líbano no início de 1900 para viver no Brasil. Edmond Medawar foi um deles. Seu irmão Nami Medawar, no entanto, o pai de Peter, foi para a Inglaterra, onde se tornou cidadão inglês e proprietário de uma indústria de material ótico e dentário. Em 1913, ainda solteiro, Nami resolveu fechar sua firma em Londres e vir para o Brasil com seus parentes. No Rio de Janeiro, abriu a Ótica Inglesa, que funciona até hoje na rua Sete de Setembro, logo atrás da Igreja de São Francisco. Pouco depois, Nami conheceu Edith Darling, uma inglesa, com quem se casou indo morar em Petrópolis. Na cidade da serra fluminense, o casal teve três filhos: Philip, Pámela e Peter, que nasceu em 28 de fevereiro de 1915.
   Peter Brian Medawar se educou na cidade e viveu sua infância e juventude como qualquer moço de seu tempo, sempre se destacando como ótimo aluno. Empolgado com o êxito escolar do filho, Nami mandou-o para a Inglaterra, onde o rapaz prosseguiu seus estudos. Ele tinha então 14 anos. Poucos anos depois, Peter ingressava na Universidade de Oxford, onde se bacharelou em zoologia no ano de 1932 pelo Magdalen College, um renomado centro científico com cinco séculos de existência. Em sua permanência na instituição, trabalhando a convite, Peter interessou-se por biologia relacionada à medicina. Nos anos seguintes, apresentou trabalhos científicos desenvolvendo uma técnica de ligadura de terminais nervosos que lhe permitiu prestar exames e se tornar um pesquisador do Magdalen College. Era então o mais jovem em sua categoria em Cambridge, segundo seu primo Gerdal Medawar, empresário no Rio de Janeiro.
   Foi nessa época que Peter teria de voltar ao Brasil para prestar o serviço militar obrigatório. Decidido a não interromper suas pesquisas, pediu a seu pai que tentasse torná-lo isento dessa obrigação para não perder a cidadania brasileira. Nami Medawar apelou para Salgado Filho, então ministro da Aeronáutica. Negado o pedido, e sem outra saída, o jovem pesquisador foi obrigado a tornar-se cidadão britânico.
   Peter Medawar teve uma destacada carreira acadêmica como professor e pesquisador, passando por todos os colleges de sua área em Oxford. Trabalhou também como jodrel professor e como mason professor na Universidade de Birmingham. Na London University, foi indicado como jodrel professor em zoologia e anatomia comparada, período em que desenvolveu profundos estudos sobre a forma e a simetria nos animais e nas plantas. Mas seu interesse maior concentrou-se nos transplantes de tecidos vivos, uma tentativa milenar que desde 1949 tinha dado um considerável salto com a publicação de um trabalho imunológico de Frank Burnet, notável pesquisador australiano e parceiro de trabalho de Peter. Em paralelo as suas pesquisas, Medawar desempenhava também atividades didáticas e administrativas. No ano de 1962, tornou-se diretor do Instituto Britânico de Pesquisas Médicas, mesmo não sendo clínico nem médico. 
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A consagração


   O Prêmio Nobel veio em 1960, em parceria com sir Frank Burnet, 16 anos mais velho que Medawar – e considerado pela editora The Times um dos “Mil Homens que Fez o Século 20” por suas pesquisas em diversas áreas. Burnet iniciou uma pesquisa com anticorpos, formulando conclusões que depois seriam comprovadas por Medawar. O cientista petropolitano também pesquisava transplante de tecidos vivos entre indivíduos, já tendo concluído que em certas circunstâncias surgia uma força biológica que inibia a rejeição do organismo hospedeiro, mesmo não reconhecendo os antígenos estranhos. Muitos pesquisadores rejeitaram essa conclusão, mas Burnet propôs que continuasse junta a pesquisa. 
   A questão básica era saber como se fabricavam os anticorpos – altamente específicos – para então lidar com cada um deles. Até 1955, achava-se que a substância transplantada produzia esses anticorpos de alguma forma. Foi então enunciada a Teoria da Seleção Clonal, que dizia que esses anticorpos estavam presentes nos linfócitos do sangue. Percebeu-se então que, quando um antígeno estranho se unia ao anticorpo de um linfócito, a célula iniciava sua multiplicação, produzindo grandes quantidades desse anticorpo. Esses foram os primeiros passos para que os transplantes se tornassem possíveis 30 anos depois. A teoria ficou conhecida como Tolerância Imunológica Adquirida, trabalho que levou o “jovem petropolitano e fisiologista inglês” Medawar a receber o reconhecimento oficial da Rainha Elizabeth, que o nomeou cavaleiro do Reino Unido em 1965 com o título de sir Peter Brian Medawar. O cientista chegou a retornar ao Brasil em 1962 para visitar parentes, ocasião em que participou de encontros científicos e palestras. A Fiocruz, no Rio, mantém um registro de sua presença e atividade na entidade. Medawar morreu n
o dia 2 de outubro de 1987.
“Vivemos hoje o fim da incompetência, o fim da proteção econômica que permitia um tolo dirigir a seu modo um empreendimento. Vivemos uma realidade em que o tempo e o dinheiro têm o seu valor garantido. Aquele que vem de classes mais simples está se aplicando como nunca. Se podemos ter um Prêmio Nobel por perto, também podemos usá-lo como estímulo, como referência. Já foi tentada a entrada de alguns dos nossos notáveis na lista dos Nobel, como Rondon, Drummond, Noel Nutels e os quatro irmãos Villas-Boas. Mas eles morreram antes de serem considerados. Zilda Arns, coordenadora nacional da Pastoral da Criança, também já foi lembrada. Mas há outros. Temos que tentar.”
Sir Peter Brian MedawarPalavras de Peter Brian Medawar
“Tenho muita pena quando vejo jovens             pesquisadores gastando horas e horas na biblioteca, em vez de ir para o laboratório realizar experimentos. (…) quase desisti da filosofia, tanto pelo tamanho como pela leitura pesada e pela erudição desagradável, características da principal obra de Alfred North Whitehead.”

“Outra propriedade que coloca as ciências genuínas à parte daquelas que arrogam para si tal título, sem realmente o merecer, é a sua capacidade preditiva.”

“Muitas pessoas que têm por obrigação compreender melhor as coisas derivam suas concepções sobre a ciência dos livros para adolescentes ou das ficções científicas mais extravagantes.”



Nós não podemos apontar a uma única solução definitiva de nenhum dos problemas que nos confrontam - políticos, econômicos, sociais ou morais, isto é, não temos que fazer com a conduta da vida. Nós somos novatos imóveis, e por essa razão podemos esperar melhorar. Derivar a esperança do progresso é a tolice final, a última palavra na pobreza do espírito e mesquinhez da mente. Não há nenhuma necessidade ficar desanimado pelo fato que nós não podemos ainda ter uma solução definitiva de nossos problemas, um descanso - lugar além do que nós não necessitamos tentar ir.”

“Um cientista não é mais um coletor e classificador de fatos do mesmo modo que historiador é um homem que submete e classifica uma cronologia das datas de grandes batalhas e descobertas importantes.”

Fonte: http://pt.wikiquote.org/wiki/Peter_Brian_Medawar